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beatriz santiago

 

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Resumo Curricular
  • Médica Neurologista, exerce a sua actividade profissional no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Coordenadora da Consulta Externa de Neurologia.

  • Faz parte do corpo clinico da Consulta de Demências desde o seu início em 1996 e foi Presidente do Grupo de Estudos de Envelhecimento Cerebral e Demências nos anos de 2013 e 2014. A investigação clinica na área das Demências, sobretudo a Doença de Alzheimer e a Degenerescência Lobar frontotemporal, tem sido objecto de maior dedicação.

  • Além da área das Demências, tem a experiência acumulada desde 1991 na utilização da toxina botulinica, na Consulta de Distonias, inicialmente usada com indicação em algumas distonias focais e gradualmente a extensão dos seus benefícios terapêuticos a outras patologias. 

Sexta-feira, 18 Março - Auditório 2 - 10h00

Duração: 30 minutos

 

 

 

«Utilização da toxina botulínica em patologias dolorosas referidas à face, cabeça e cavidade oral»

 

O objectivo desta apresentação foi rever o histórico, propriedades farmacológicas e aplicações clinicas da Toxina botulínica, quando utilizada no tratamento de dores de diferentes origens referidas à cabeça, face e cavidade oral. 
 

A toxina botulínica (TB), uma das mais potentes toxinas bacterianas conhecidas, é proveniente do Clostridium Botulinum, uma bactéria anaeróbia Gram-positiva. Esta bactéria produz 7 serotipos diferentes de toxina. As formas A e B são os agentes biológicos obtidos laboratorialmente para uso comercial. A toxina botulinica tipo A é a mais conhecida e utilizada, desde o início da sua aplicação com finalidade terapêutica, nos anos 80, no estrabismo, até aos nossos dias, estenderam-se indicações terapêuticas diversas como distonias focais, espasticidade, fissuras anais, hiperhidrose, sendo um ponto de convergência de áreas distintas do conhecimento médico como oftalmologia, gastreoenterologia, dermatologia, reumatologia, urologia, neurologia e cirurgia maxilo-facial.
 

A toxina botulínica possui alta afinidade pelas sinapses colinérgicas, bloqueia a libertação de acetilcolina no terminal nervoso, sem alterar a condução neuronal de sinais elétricos ou síntese e armazenamento de acetilcolina. Comprovadamente, a TB pode enfraquecer seletivamente a musculatura dolorosa, interrompendo o ciclo espasmo-dor. A toxina botulínica tipo A (TB-A), tem sido objecto de estudos no controlo da dor, incluindo dor miofascial, e está relacionada ao mecanismo de alívio da dor, não somente nos receptores da junção neuromuscular. A toxina botulínica parece exercer um papel analgésico ao inibir substâncias envolvidas na nocicepção, tais como glutamato, substância P e peptídeo relacionado ao gene da calcitonina. Permanece desconhecido o mecanismo exacto de acção na dor.


Em relação à dor, varias publicações têm demonstrado a eficácia e segurança da TB-A no tratamento da cefaleia cronica diária, dor lombar crônica, nevralgia do trigémio e dor miofascial. Em Portugal encontra-se aprovada no tratamento da Enxaqueca crônica. Apesar de reconhecida acção terapêutica eficaz no tratamento de algumas síndromes dolorosas, algumas de suas indicações ainda estão em fase de comprovação da sua eficácia e consequente, posterior, aprovação legal.

 

Ao fim de 3 décadas de utilização podemos afirmar que a TB-A é segura e bem tolerada. Em algumas patologias dolorosas crônicas, onde regimes de farmacoterapia provocam efeitos colaterais ou um inadequado controlo da dor a TB-A parece ser uma alternativa, conseguindo-se a redução da dose de analgésicos e a melhoraria da qualidade de vida dos doentes. Entretanto, pesquisas futuras serão necessárias para se estabelecer a eficácia da TB-A em patologias dolorosas crônicas e seu exacto mecanismo no controlo da dor, bem como seu potencial em tratamentos multifactoriais.

Lisboa 2016

«Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular: O Futuro»

«Orofacial Pain and Temporomandibular Disorders: The Future»

 

 

 

 

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